sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MONOTIPIAS CONTINUÍSTAS - 2014

Título: Iluminuras do futuro - Autor: Sérgio Pacheco -Técnica: Acrílica sobre papelão - Dimensão: 30 x 40 - Ano: 2014


Técnica: monotipias - Exemplos de obras Continuístas - Autor: Sérgio Pacheco - 2014

sábado, 18 de outubro de 2014

O MANIFESTO ARTÍSTICO CONTINUÍSTA





                   MANIFESTO ARTÍSTICO CONTINUÍSTA

     O Manifesto Artístico Continuísta tem o suporte espiritual, filosófico e científico. Este Manifesto traduz a responsabilidade do homem pelo planeta terra, enquanto artista plástico, enquanto ser humano encarnado ou desencarnado.
A causa nobre da bandeira Continuísta é acreditar na vida após a morte, sendo assim, a arte após a morte, onde o artista continua sendo o mesmo, fazendo arte em outras dimensões, intuindo e inspirando artistas encarnados através da psicopictografia.
    O Manifesto Artístico Continuísta afirma veemente que todo artista é um ser que diferencia dos demais seres humanos: diferentes em viver a vida, de sentir o mundo. Diferentes fisicamente, psicologicamente e espiritualmente. Todo artista Continuísta ignora por completo o termo "natureza-morta", comumente usado na pintura de gênero que retrata flores, frutos, animais mortos e objetos inanimados.

No entanto, aprendemos e vivenciamos que na "natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Portanto, achamos o termo "in natura"mais apropriado. 
Reportamos que Da Vinci dissecou cadáveres para melhor entender o corpo humano, mas nunca passou pela sua cabeça em esmiuçar e descobrir o DNA de quaisquer seres animados. Até hoje, os anais da história da arte insiste em reproduzir esse termo.
Todo artísta continuísta tem a convicção de que a arte antecede o homem, e que a mesma não é a sua invenção, portanto, o mundo é uma galeria de arte a céu aberto por excelência, vistos como monumentos geológicos, espalhados por todo planeta Terra.
     As obras da Arte Continuísta se dividem em Primárias e Secundárias
Uma obra Continuísta Primária deverá ter pelo menos três telas. No caso da pintura de cavalete, para evidenciar o movimento Continuísta, o autor terá de pintar o mesmo quadro várias vezes, porém, acrescentando algo que difere um do outro, obedecendo o mesmo tema, as mesmas técnicas e escalas, tendo a liberdade total quanto as cores, e mantendo a unidade entre os mesmos. Num processo parecido com as gravuras em série, podendo ser igual, quanto o processo de impressão das mesmas, semelhante ao quadro a quadro de uma fotografia.

Toda obra Continuísta deve ter à frente da assinatura os três pontos de reticências, dando a entender que estamos diante de uma série Continuísta. Veja os exemplos acima e abaixo.
No caso Continuísta Secundária, o autor teria total liberdade de fazer intervenções numa única obra, respeitando a temática proposta, sem nunca ter a obrigação em terminá-la, estando a mesma em constante atualização.Porém terá que estar assinada como se estivesse concluída. Entretanto, jamais poderá ser finalizada.
     O movimento Continuísta é de alcance a todo seguimento das artes plásticas, independente de gênero ou estilo.
Manifesto Artístico Continuísta - Idealizador: Sérgio Pacheco - Artista plástico & Restaurador de obras de arte - Outubro 2014       


Obra: Sobremesa do tempo - Autor: Sérgio Pacheco - Técnica: Esmalte sintético s/madeira - Dimensões: 80 x 200 - Ano: 2016 - Sabará, MG.





Esta é uma obra Continuísta Secundária que terá intermináveis intervenções, enquanto pertencer ao artista que a criou.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Estandartes

A Secretaria Municipal de Cultura convidou alguns artistas plásticos de Sabará para pintar estandartes alusivos  A Festa do "Divino Espírito Santo", e outro sobre a cidade. Fiz o uso de elementos da  iconografia cristã, tais como, pombo com raios de luz e sol. Usei cores quentes, frias e neutras. O resultado foi satisfatório. Quanto ao estandarte alusivo a Sabará, fiz uma crítica satirizando seu desenvolvimento sócio-cultural, financeiro, comparando-a com tartarugas xifópagas. Usei representá-la em dourado sobre fundo negro, lembrando o barroco.

terça-feira, 10 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sobre o discurso da obra intervenção "Esfinge" 1993

Era véspera do mês de aniversário de Sabará, então eu disse ao prefeito que estaria fazendo uma homenagem à cidade, algo do tipo Europa x África, esses discursos massantes sobre a colonização, etc...A verdade é que eu estaria homenageando o meu filho, que até então estaria no 5° mês de gestação. Eu me transcendia de felicidade a todo momento, e queria que todos vissem a minha emoção plasmada naquele tronco de palmeira.

Sobre o projeto "Esfinge"

Sérgio Pacheco sentado no banco da praça Melo Viana, em frente à sua obra







A intervenção sobre a palmeira aguçava a curiosidade dos transeuntes com seus olhares questionadores. A imprensa local manifestou interesse àquela minha expressão. Fotografaram minha ação, fizeram perguntas pertinentes à obra em conclusão. Facilitei o trabalho da imprensa com o meu release, mas publicaram um texto totalmente distorcido, ironizando e ignorando tudo que eu havia dito com maior seriedade. Achei uma estupidez! Não temos uma imprensa sensível e muito menos culta. - Pensei.
Vejam quanto deboche: 



Esfinge - 1993


























Esta foi a obra foi a mais polêmica, devido ao suporte utilizado para a manifestação idealizada por mim. Neste ano pedi autorização ao prefeito, falei da minha intenção, mostrei o projeto para a sua apreciação. Então, após aprová-lo argumentou: -Vê lá o quê você vai me aprontar, heim, véio, referindo-se a forma fálica da palmeira sem folhas. Aquela árvore fadada ao apodrecimento me inspirou a fazer uma intervenção artística, onde milhares de pessoas pudessem vê-la. E assim, materializei o meu intento com sucesso na praça Melo Viana, centro histórico de Sabará.
Estimo que milhares de pessoas tenham visto essa minha obra! 
Desde então, intervenções como essa repetiram em outras ocasiões.